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Cida Ramos diz que bolsonarismo está “completamente perdido” após viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

Por Redação
Publicado em
2 min de leitura
Cida Ramos diz que bolsonarismo está “completamente perdido” após viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, deputada Cida Ramos, afirmou nesta quinta-feira (29), que o bolsonarismo enfrenta divergências após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. A parlamentar criticou a viagem do senador aos Estados Unidos (EUA) e a carta divulgada após sua saída do Brasil.

“Hoje, o bolsonarismo, o que se chama bolsonarismo, está completamente perdido. Cada um atirando para um lado”, declarou Cida durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM. Segundo a deputada, lideranças políticas que apoiaram Flávio avaliam que houve precipitação na condução dos acontecimentos e reconhecem a legitimidade do processo eleitoral.

A parlamentar também afirmou que a postura do senador provocou desconforto entre aliados e eleitores. Para ela, a decisão de deixar o país e divulgar o documento desconsiderou as pessoas que confiaram em seu projeto político durante a disputa presidencial.

“Flávio, ele desonrou, ele nega a sua própria convicção e a sua história. Quem tem que cobrar satisfação dele são os que votaram nele, quem se sente representado por ele, porque ele não deu a menor importância a essas pessoas”, afirmou.

A declaração ocorre após Flávio viajar para os EUA com a esposa e as filhas. Na quarta-feira (28), o senador divulgou uma carta em que se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão, retirou a expressão do texto e passou a se definir como “líder do Brasil”.

A disputa presidencial terminou com a reeleição de Lula, que obteve 51,79% dos votos válidos no segundo turno, realizado no domingo (25), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo os dados informados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos, resultado que antecedeu a repercussão política da viagem e da carta do senador.

Fonte: Lucas Duarte / Fonte83

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