22.4 C
Nova Iorque
Segunda-feira, Junho 8, 2026

Buy now

spot_img

Há um ano, sala Lilás e casa de acolhimento fortalecem a proteção às mulheres

- Propaganda -spot_img

Inauguradas em 6 de junho de 2025, a Sala Lilás, localizada no Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, e a Casa de Acolhimento Sílvia Mariz Fernandes, situada na mesma cidade, completam um ano de atuação no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Os equipamentos, implantados por meio do programa Antes que Aconteça, idealizado pela senadora Daniella Ribeiro, promovem assistência multidisciplinar e humanizada, fortalecendo a rede de proteção às vítimas.

Conforme os dados contabilizados pelo IPC, só a Sala Lilás de Campina já registra 336 atendimentos, sendo 169 deles no ano de 2025 e 167 no período de janeiro a maio de 2026. Para a senadora, que também é coordenadora nacional do Antes que Aconteça, os números demonstram a necessidade de continuar investindo nessa política pública que promove prevenção, apoio e dignidade.

“Na Sala Lilás, mulheres e crianças encontram um ambiente preparado para garantir amparo, privacidade e segurança em um dos momentos mais difíceis da vida delas. Ao proporcionar um local acolhedor para a realização dos procedimentos necessários, a Sala contribui para reduzir a revitimização e ampliar o acesso à Justiça”, frisou Daniella Ribeiro. Ela ainda destacou a relevância da Casa de Acolhimento Sílvia Mariz Fernandes, que, de forma complementar, promove “suporte às mulheres que precisam ser afastadas de situações de risco, contribuindo para uma assistência mais integrada e efetiva”.

O impacto dessa estratégia de apoio humanizado também pode ser observado em João Pessoa, onde o IPC dispõe de uma Sala Lilás, a primeira do Brasil, instalada em março de 2025. Desde então, o espaço soma 1.246 atendimentos, sendo 660 realizados no ano passado e outros 586 de janeiro a maio de 2026. A diretora-geral do Instituto de Polícia Científica da Paraíba, a perita oficial Raquel Azevedo, reforçou que esses espaços são um diferencial.

“As Salas contam com profissionais de psicologia e assistência social, além de brinquedoteca para acolher as crianças, sejam elas vítimas de violência ou acompanhantes de uma mulher que sofreu esse tipo de crime. As unidades também garantem que as pessoas atendidas não tenham contato com o agressor, caso ele seja apreendido e levado ao IPC”, pontuou a diretora, ao explicar que a Sala Lilás recebe mulheres e meninas encaminhadas pelas delegacias após o registro da ocorrência, quando há necessidade de realização de exames periciais.

Salas Lilás seguem em expansão na Paraíba

A ampliação das Salas Lilás é um dos focos do Antes que Aconteça. Na Paraíba, estado pioneiro no desenvolvimento do programa, além das unidades instaladas nos IPCs de João Pessoa e Campina Grande, há espaços em funcionamento nas sedes do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), em João Pessoa.

O processo de expansão segue avançando e, no próximo dia 17 de junho, novas Salas Lilás serão inauguradas nos municípios de Pilar, Ingá e Mari, ampliando o acesso ao atendimento humanizado no Agreste do estado. A meta é chegar ao total de 52 Salas Lilás em toda a Paraíba, formando uma rede integrada de acolhimento e proteção para mulheres em situação de violência.

Ação permanente – Criado em 2023, o programa Antes que Aconteça tornou-se política pública nacional com a sanção da Lei nº 15.398, publicada no Diário Oficial da União em 4 de maio de 2026. A legislação institui oficialmente o programa em todo o país e fortalece a articulação de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero, ampliando o acesso das vítimas à rede de proteção e aos serviços especializados. Na Paraíba, a iniciativa também já é regulada por lei (nº 14.410/26), alinhada à norma nacional.

Fonte: MaisPB

Foto: Reprodução

Artigos Relacionados

0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

SIGA NOSSO INSTAGRAM

- Propaganda -

Artigos Mais Recentes

- Propaganda -