O presidente estadual do Partido Liberal (PL) na Paraíba e ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pré-candidato ao Senado Federal, voltou ao centro do debate político ao publicar, nessa terça-feira (17), um vídeo ao lado do ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, pré-candidato a deputado federal por Pernambuco.
Nas imagens, Queiroga exibe adesivos com propaganda do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ), apontado como pré-candidato à Presidência. A publicação ocorre dias depois de ele criticar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, alegando que a apresentação configurava campanha antecipada em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Dois cabra da peste de Bolsonaro que não se cansam na defesa do mito e dos seus ideais”, escreveu Queiroga nas redes.
No vídeo, Queiroga comenta o cenário político nacional e a disputa deste ano, relatando insatisfação de parte da população com o governo federal e afirmando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria sendo “injustiçado”. Ele associa o governo Lula a denúncias de irregularidades e manifesta apoio explícito a Flávio Bolsonaro, declarando que o senador teria condições de realizar um governo “tão bom quanto o do pai”.
Gilson Machado reforça o apoio à pré-candidatura do senador, citando a estratégia de fortalecimento do nome do PL no Nordeste e criticando supostos casos divulgados pela imprensa envolvendo instituições financeiras e órgãos federais.
O vídeo foi gravado em clima informal durante o período carnavalesco, mas com forte conteúdo político, incluindo críticas ao governo federal e manifestações de apoio ao núcleo bolsonarista.
Debate sobre campanha antecipada
Pela legislação eleitoral, a propaganda oficial só é permitida após o prazo fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), geralmente a partir de agosto do ano da eleição. Antes disso, atos com pedido explícito de voto ou divulgação estruturada de material político podem ser enquadrados como campanha antecipada, sujeita a multa e sanções.
Especialistas apontam que manifestações políticas genéricas podem ser permitidas, mas o uso de adesivos e declarações públicas de apoio a pré-candidatos entra na linha tênue da legislação, ficando a análise a cargo da Justiça Eleitoral.
O episódio evidencia o clima de pré-campanha que já movimenta o cenário nacional e estadual. Na Paraíba, Queiroga intensifica agendas públicas e posicionamentos de oposição ao Governo Federal, mirando a disputa ao Senado em outubro, enquanto reforça a articulação junto ao grupo bolsonarista.
Entre críticas a Lula e declarações de apoio a Flávio Bolsonaro, Queiroga acirra o debate sobre os limites da pré-campanha e mantém a atenção da mídia sobre suas movimentações políticas.
Veja abaixo a publicação no perfil do Instagram de Queiroga:
Fonte: Fonte83
Foto: Reprodução




