O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), comentou pela primeira vez a polêmica envolvendo o uso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira em uma viagem a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, tema que ganhou destaque na imprensa nacional nos últimos dias.
Questionado pela editora do portal Fonte83, Dayana Lucas, sobre a repercussão do caso, Motta afirmou que agiu dentro da legalidade e das prerrogativas do cargo. “Eu tenho muita tranquilidade, porque essa é uma prerrogativa do presidente, inclusive pela questão da segurança. Como presidente da Câmara, tenho o direito de fazer uso das aeronaves da Força Aérea Brasileira, e temos usado isso dentro daquilo que rege a nossa lei, respeitando sempre o nosso compromisso de presidir a Câmara com muito equilíbrio e transparência”, declarou.
A declaração ocorre em meio a um pedido do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União para que seja apurada a possível existência de desvio de finalidade no uso dos jatinhos da FAB pelo parlamentar. Segundo a representação, o órgão quer saber se as viagens atenderam ao interesse público ou se teriam sido realizadas para compromissos de caráter privado, o que poderia violar os princípios da moralidade administrativa.
O caso foi revelado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e gerou questionamentos sobre a frequência e o motivo dos deslocamentos do presidente da Câmara em aeronaves oficiais. Agora, caberá ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, analisar o pedido do Ministério Público e decidir se o tribunal abrirá ou não uma investigação formal.
Enquanto isso, Hugo Motta sustenta que não houve irregularidade e reforça que o uso da estrutura da FAB faz parte das atribuições legais do cargo que ocupa no comando da Câmara dos Deputados.
Fonte: Ingreson Derze / Fonte83
Foto: Câmara dos Deputados




