O senador paraibano Efraim Filho (União Brasil) voltou a ser alvo de especulações sobre uma possível mudança partidária após receber um convite público do Partido Liberal (PL). Questionado durante entrevista à Rádio Liga FM, em João Pessoa, o parlamentar descartou tratar do tema como fato consumado e afirmou que só discutirá seu futuro partidário após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir sobre o registro da federação entre União Brasil e Progressistas.
“Convite houve, foi público, inclusive repercutido pelo PL da Paraíba. Mas migração é hipótese que não tratei. Sigo no União Brasil, na federação, e vou aguardar a definição do TSE. Só depois disso cuidarei do meu futuro partidário”, declarou.
A fala ocorre no momento em que União Brasil e PP formalizam no TSE o pedido de criação da federação União Progressista, que, se aprovada, unirá duas das siglas de maior estrutura nacional. Na Paraíba, porém, a costura interna esbarra na pré-candidatura de Lucas Ribeiro (PP), aliado do Partido dos Trabalhadores (PT), o que tensiona o tabuleiro político estadual, especialmente porque Efraim se posiciona no campo oposto.
Nos bastidores, o convite do PL reforça o vínculo crescente do senador com o grupo bolsonarista. A aproximação ganhou força ainda em julho, quando Efraim recebeu Michelle Bolsonaro em um ato político em João Pessoa, ocasião em que a ex-primeira-dama lançou Marcelo Queiroga como pré-candidato ao Senado Federal e o classificou como um governador “cabra macho” que “vai honrar o voto do povo”. Naquele evento, Efraim chegou a afirmar que cargos ligados ao seu grupo no Governo Federal estavam “à disposição” para exoneração, selando o distanciamento da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
Em agosto, a relação ficou mais explícita: dirigentes do PL e o próprio senador anunciaram a construção de uma aliança para as eleições de 2026, com foco em unir a oposição e fortalecer o projeto estadual do grupo.
A movimentação de Efraim, ao dividir palanque com a ex-primeira-dama e alinhar-se ao PL, sinaliza um afastamento definitivo do governo Lula, mas, oficialmente, seu destino partidário segue condicionado ao veredito do TSE sobre a nova federação.
Fonte: Lucas Duarte / Fonte83
Foto: Pedro França/Agência Senado




