A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (12), a Operação Cambota, que resultou na prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti. Ambos são investigados por participação em fraudes envolvendo aposentadorias.
Segundo a PF, a ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários. Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo e no Distrito Federal. As investigações apontam crimes de obstrução de investigações, ocultação e dilapidação de patrimônio.
Contexto
Em abril, a Operação Sem Desconto já havia revelado que entidades investigadas descontaram indevidamente cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Na ocasião, mais de 700 policiais federais e 80 servidores da Controladoria-Geral da União cumpriram mais de 200 mandados, incluindo bloqueio de bens superiores a R$ 1 bilhão e prisões temporárias.
CPMI
O caso também é acompanhado por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional, que aprovou nesta quinta-feira (11) cerca de 400 requerimentos. Entre eles, pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados, além de solicitações de informações ao INSS, à PF e à CGU.
Foram incluídos nos pedidos de quebra de sigilo o “Careca do INSS”, Maurício Camisotti e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Na semana anterior, a CPMI já havia aprovado pedidos de prisão preventiva para os três e outros 18 investigados.




