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Pesquisa Quaest aponta Lula na frente e Flávio Bolsonaro encostando na corrida presidencial

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A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em todos os cenários testados para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento também indica estabilidade na avaliação do governo e uma redução na vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

De acordo com os dados, Lula aparece à frente nos sete cenários simulados de primeiro turno, com intenções de voto variando entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com índices entre 29% e 33%. A diferença entre os dois oscila de quatro a oito pontos percentuais.

No segundo turno, a distância diminuiu. Em dezembro, Lula tinha dez pontos de vantagem sobre o senador. Em janeiro, a diferença caiu para sete pontos e, agora, está em cinco.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, “a pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio”.

Aprovação estável

A aprovação do governo Lula permanece praticamente inalterada desde o último trimestre de 2025, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais:

  • 49% desaprovam (mesmo índice de janeiro e dezembro);

  • 45% aprovam (eram 47% em janeiro e 48% em dezembro);

  • 6% não sabem ou não responderam.

Segundo Felipe Nunes, “a divisão do país aparece também na aprovação do governo”.

Flávio se consolida como principal nome da oposição

Esta é a primeira pesquisa sem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem declarado intenção de disputar a reeleição no estado. Sem ele no cenário, Flávio Bolsonaro se consolida como principal nome da oposição.

Para Nunes, a consolidação ocorreu pela capacidade do senador de unificar diferentes segmentos da direita. “A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas aconteceu pela sua capacidade de atrair o eleitor bolsonarista e o eleitor de direita não bolsonarista. Seu desafio ainda é atrair o eleitor independente, que define a eleição. Lula continua muito forte entre lulistas e na esquerda e numericamente à frente entre os independentes”, afirmou.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, Flávio registra entre 87% e 93% das intenções de voto. Na direita não bolsonarista, varia de 62% a 72%.

A pesquisa também mostra que 69% dos entrevistados sabem que o senador recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 44%, Bolsonaro acertou ao indicar o filho; 42% avaliam que errou. Nunes observa que “cada vez mais gente da direita e do bolsonarismo diz que Bolsonaro acertou ao indicar o filho para disputar a presidência”.

Independentes podem decidir

O grupo dos eleitores independentes — que representam 32% do eleitorado — aparece como fiel da balança. No segundo turno, Lula tinha 41% entre esse segmento em agosto do ano passado, contra 19% de Flávio. Em dezembro, os números foram 37% a 21%. Agora, Lula aparece com 31% e Flávio com 26%, uma diferença de cinco pontos. Outros 38% afirmam que não votariam em nenhum dos dois.

Como se trata de um recorte específico, a margem de erro é maior do que a geral da pesquisa.

Rejeição elevada dos dois lados

A rejeição de Lula e Flávio é praticamente idêntica: 54% para o presidente e 55% para o senador. Entre os independentes, ambos registram 64% de rejeição.

Apesar disso, Lula tem potencial de voto ligeiramente maior: 42%, contra 36% de Flávio.

Maioria diz que Lula não merece novo mandato

Mesmo liderando os cenários, 57% dos entrevistados afirmam que Lula não merece ser reeleito, enquanto 39% defendem a continuidade do mandato.

“Lula lidera todos os cenários, mas ainda não conseguiu empolgar a maioria”, avalia Felipe Nunes.

Quando questionados sobre quem venceria uma disputa entre Lula e alguém da família Bolsonaro, 55% acreditam que o petista sairia vitorioso, contra 35% que apostam em um Bolsonaro.

Medo dividido

O levantamento também mediu o “medo eleitoral”: 44% dizem temer uma volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% afirmam receio da reeleição de Lula.

Para Nunes, esse indicador aponta para equilíbrio. “Fundamental para projetar o resultado de 2022, a variável que mede o medo continua sugerindo um empate técnico se a eleição for entre os dois polos”, analisou.

PSD ainda distante

A pesquisa também testou possíveis candidatos do PSD: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite. Ratinho é o mais bem posicionado, com 8% no melhor cenário de primeiro turno. Caiado e Leite chegam a 4%.

No segundo turno contra Lula, Ratinho aparece com 35%, enquanto o presidente marca 43%. Caiado registra 32% contra 42% de Lula, e Leite tem 28% contra 42%.

“Ratinho não conseguiu alavancar suas intenções de voto contra Lula e está estacionado próximo dos 35% desde novembro”, concluiu Nunes.

O cenário desenhado pela Quaest indica uma disputa polarizada, com Lula na dianteira, mas com vantagem reduzida, e Flávio Bolsonaro consolidado como principal adversário no campo da oposição.

Fonte: Fonte83

Foto: Reprodução

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