O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (18) estar sendo alvo de uma “suprema humilhação”. A fala ocorreu durante coletiva de imprensa, após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Sou ex-presidente da República. Tenho 70 anos de idade. Isso é uma suprema humilhação”, afirmou Bolsonaro. Durante a operação, os agentes encontraram US$ 14 mil em espécie. Segundo ele, o valor foi devidamente declarado ao Banco do Brasil.
A investigação apura, entre outros pontos, uma possível tentativa do ex-presidente de deixar o país. Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes proibiu Bolsonaro de se aproximar de embaixadas.
“Não tive intenção de sair do Brasil. Sair do Brasil é a coisa mais fácil que existe. Não conversei com ninguém. Nada me vincula a um plano golpista que não existiu”, declarou.
Decisão do STF
Na decisão que impôs medidas cautelares contra o ex-presidente, Moraes destacou que “a Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”.
O ministro também afirmou que Bolsonaro, em entrevista coletiva no dia 17 de julho, teria confessado de forma explícita uma tentativa de extorsão ao condicionar o fim de sanções econômicas à concessão de anistia pessoal.
“A conduta do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO […] é tão grave e despudorada que, sem qualquer respeito à soberania do povo brasileiro, à Constituição Federal e à independência do Poder Judiciário, confessou sua atuação criminosa ao condicionar o fim da ‘taxação/sanção’ à sua própria anistia”, diz trecho da decisão.
As medidas cautelares impostas a Bolsonaro incluem:
-
Busca e apreensão;
-
Recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 6h em dias úteis);
-
Recolhimento integral nos fins de semana e feriados;
-
Uso de tornozeleira eletrônica;
-
Proibição de contato com embaixadores e autoridades estrangeiras;
-
Impedimento de acesso a sedes de embaixadas e consulados.
As ações foram solicitadas pela Polícia Federal e contaram com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Redação PB CONECTADA




