Nos bastidores da política paraibana, uma disputa acirrada pela liderança da bancada federal tem movimentado os ânimos. Inicialmente, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) era o nome aguardado para assumir a liderança, conforme o rodízio estabelecido entre os membros da bancada. No entanto, a surpresa surgiu essa semana com a candidatura do deputado federal Mersinho Lucena (PP), que entrou na disputa e já conta com o apoio de 9 votos, superando os 6 votos que Veneziano tem até o momento.
A situação tem gerado tensões, especialmente considerando o histórico de alianças dentro do grupo. Veneziano, segundo informações, havia votado em Murilo na última escolha com a promessa de que assumiria a liderança da bancada, com o apoio de aliados do Republicanos.
Porém, a entrada de Mersinho Lucena na disputa mexeu com as expectativas e criou uma situação delicada. O deputado, que tem se mostrado alinhado com uma postura mais governista, trouxe com ele um bloco de apoio que o coloca na frente. No cenário atual, Mersinho seria eleito novo líder da bancada.
Ainda nos bastidores, uma articulação tem sido feita para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), que já se comprometeu com Veneziano, não interfira diretamente na disputa. A estratégia da base governista busca evitar que sua influência desequilibre o processo, pois a entrada de Motta no jogo poderia significar uma vitória para Veneziano.
A preocupação gira em torno de 2025, ano crucial para a configuração política de 2026, quando novas eleições serão realizadas. Se alguém da oposição conquistar a liderança da bancada, isso poderia impactar negativamente as articulações do governo estadual.
Nos corredores da política, fala-se que a situação pode ter sido discutida em algum momento durante um almoço da última semana com as presenças do governador João (PSB) e do deputado Aguinaldo Riberio (PP), onde o cardápio também teria servido para tentar selar o pedido para que Hugo Motta não se envolvesse diretamente nessa articulação específica.
A disputa ainda está em aberto e, no final, o que está em jogo vai além da liderança de bancada: trata-se de um movimento estratégico visando o cenário político futuro.
Fonte: PB Agora
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